Sempre achei que carregar vontades era um privilégio e um dilema.
Abrir mão sempre me doeu. Escolher um caminho e não outro me fazia olhar mais para o que eu deixava do que para aquilo que eu havia decidido viver.
Não sei se isso vai mudar, eu não deixo de sonhar. Criar é o meu jeito de respirar, e esse impulso me coloca sempre diante de novos caminhos, me obrigando a escolher (e, às vezes, a renunciar).
A arte entrou cedo na minha vida: música, publicidade, eventos e, mais tarde, o meu próprio negócio. Cada experiência foi se somando até que percebi que não precisava escolher uma única habilidade, tudo virou ferramenta para resolver, criar e viver o que eu quero.
O marketing acabou sendo o lugar onde todas essas vontades couberam: escrever, fotografar, filmar, produzir. Entre os projetos que acompanhei, o Soleil foi o primeiro em que me reconheci inteira, estratégica, criativa, presente.
Os stories e o feed foram virando meu diário: devaneios, medos, amores, pequenas alegrias. A ideia nunca foi empurrar mais um anúncio; foi oferecer um respiro. A gente cansa de ser impactado o tempo todo, por que não começar a manhã com algo que aquece?
Quando a Isa me confiou esse trabalho, ela abriu a porta para um espaço onde eu posso existir sem cortes. E quando a gente existe assim, não aceita qualquer encaixe.
E você, onde está hoje?
Sente que cabe por inteiro no que quer ser?
No final, seja no trabalho, nos afetos ou nas amizades, só podemos ficar onde a gente cabe. Eu sigo sendo apaixonada, melancólica, sonhadora e mão na massa (é o meu oxigênio).
Eu sou a Larissa e este é o nosso Diário Solar. Um canto para pensar devagar, repensar rotas e encontrar beleza nas pequenas coisas, todo dia.
Bem-vindo ao nosso Diário Solar!